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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

Torre de Babel

Português para o blogue e para os telefonemas à família. Inglês e Espanhol para o dia-a-dia.
Holandês no início.
E o Francês e Alemão aprendidos no passado a confundir tudo.

Vamos por partes. O melhor de ser portuguesa em Amesterdão é poder praguejar em Português no meio na rua (e em voz alta se a irritação fôr muita) sem que ninguém me entenda e se ofenda. Valho-me das virtudes terapêuticas do palavrão desde que me conheço e acreditem-me: há neles um poder cactártico assinalável.
O Inglês é o idioma da sobrevivência. Para um expat tudo se faz nesta língua e torna-se quase tão natural como o idioma nativo. Essa hegemonia só se quebra se me enervo, e insultar um marroquino em português não é a coisa mais esperta do mundo, quando queres que a pessoa perceba que dar-te um encontrão de propósito no meio da rua não é propriamente amável.
O Espanhol é lúdico. E põe-te próximo de algumas das pessoas mais cool do planeta. O centro cultural de hispano-hablantes de Amesterdão é também um local onde passo algum tempo e isso leva-me directamente ao Holandês. É lá que estou a aprendê-lo.
O Holandês é tão difícil como qualquer outra língua quando se está no início. Parece-nos mais do que é na realidade porque nunca antes o ouvimos em lado nenhum (a cultura holandesa não nos chega tanto quanto as inglesa, italiana, francesa, espanhola por exemplo). E para alguém que teve três anos de alemão no início secundário pode ser realmente esquisito porque apesar das similitudes, a pronúncia não tem nada a ver.

E, no meio de tudo isto, mudar constantemente de idioma consegue ser um nó no cérebro. Mas nunca conheci Torre de Babel tão divertida.

2 achas na fogueira:

  1. Eu também quero imenso aprender Holandês. Toda a gente me diz "ah, mas isso não serve para nada", não me interessa, quero saber pelo menos o básico. Sei algumas coisas de alemão, pode ser que ajude pelo menos na escrita. Adoro viver e trabalhar em ambientes super internacionais, é muito "eu" ;) Beijinhos!

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  2. :) acho que fazes muito bem. E dizer "ah, mas não serve para nada", peço desculpa mas, revela apenas pobreza de espírito. Aprender o idioma do país para onde vais viver serve para realmente mergulhares na respectiva cultura e aproximares-te dos nativos. A língua é a melhor forma de se conhecer uma cultura a fundo. De que serve viver num país estrangeiro se não se aprende nem que seja o básico da língua? Revela um grande desinteresse relativamente ao país que nos acolhe. O que pensamos dos estrangeiros que vão viver para Portugal e não tentam aprender a língua? É uma questão de abertura, curiosidade e interesse básicos pelo mundo que nos rodeia. E serve, nem que seja, para te sentires mais integrada. Os Holandeses, tal como todos os outros povos, apreciam realmente quando os estrangeiros fazem um esforço para aprender a sua língua e este facto é cada vez mais valorizado.

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Carta de apresentação

Comecei por dançar flamenco. Depois formei-me em teatro. Trabalhei profissionalmente em teatro mas também em cinema e em sushi (não sem ter experimentado o call-center). Tirei um curso profissional de jornalismo. Ultimamente tenho-me dedicado à moda. Vivi e trabalhei em vários cantos do país e agora vivo fora dele (I amsterdam). Dos mil-e-um-interesses, vou-me focando a par e passo no que mais me realiza (embora goste de me perder por aí). "Os de sempre" continuarão a acompanhar-me nesta jornada e, quiçá, companheiros novos também. Este blogue serve-me para arrumar a cabeça e comunicar com pessoas de quem gosto.



[Se quiserem contactar-me, podem fazê-lo para este e-mail:

asiul.snitram@gmail.com]



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Parecendo que não isto dá-me trabalho. Peço o respeito que se deve quando se está em casa alheia. O blogue é público mas por paradoxal que seja, é íntimo, e é meu. Por isso os meus posts podem ser reproduzidos mas sempre com o respectivo link. Obrigada.

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